20090308

Musicophilia

musicophilia

[…] no one could remember Beethoven's Fifth Symphony entire, from a single hearing. But neither could one ever hear again those first four notes as just four notes! Once but a tiny scrap of sound, it is now a Known Thing—a locus in the web of all the other things we know, whose meanings and significances depend on each other.
— Marvin Minsky, in Musicophilia, apud Music, Mind and Brain

Sacks vai contando: um paciente que não consegue ouvir música pois as notas se parecem com sons horríveis e lhe dão dores de cabeça. Outro que ouve música, mas não entende: Por que as pessoas se emocionam com essas seqüências de sons?
Há quem veja cores muito específicas a cada nota, e shows de cores e luzes em músicas. Ou sintam os sabores das notas.
Tudo muito curioso, tudo muito Reader's Digest.
Mas…
E ainda bem que há um mas…
A cada causo, a cada tentativa de explicação neurológica, fisiológica, psiquiátrica, a cada página que se percebe o quanto essa porcaria de relação com a música é muito mais complexa e elusiva que poderíamos supor, a música parece mais mágica. Ou mais fruto de um erro de projeto.
Antes de chegar ao fim do livro e descobrir qual é a conclusão de Sacks, eu diria que temos um sexto sentido, cuja perda pode ser tão ruim quanto qualquer outra. Ou mais.

Se me perguntam, se eu prefiro não enxergar ou não "perceber música", minha resposta é bastante fácil…

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