Então, vamos lá.
Já deu pra entender o lance todo do compo intrínseco, do espaço-tempo (continuum), das interações fortes e fracas, da relatividade, da incerteza. Deu até pra engolir o papo do vazio que não existe (agora com fundamento científico), ou do vazio que é tudo e do tudo que é o vazio. Já não tenho mais problemas com as partículas que surgem do nada e voltam para sabe-se lá de onde vieram, nem com o fato de que não existem partículas, que elas são manifestações do Vácuo (ch'i, continuum, espaço-tempo, campo eletromagnéticofodãocavaleirodozodíaco) "condensado", comportando-se de uma maneira muito específica.
Até faço uma força para imaginar que tudo o que percebemos é composto por essas concentrações dO campo, ou seja, é tudo parte da mesma gosma eletro-magnética-gravitacional e que, sendo assim, não existe o vácuo, mas UM Vácuo universal.
Mas… e daí? E quando você começa a extrapolar? Quando começa a viajar, chacoalhando no bumba: esse Vácuo é infinito? Não poderia haver Vácuos semelhantes afastados? O que há entre eles? Ou não HÁ algo entre eles e os bichos funcionam mais ou menos como correntes submarinas, que se misturam muito pouco?
Mais? Mais. O pensamento é uma manifestação desse campo? Em que forma, de onda? Pode uma coisa estar tão afastada no espaço-tempo que não conseguimos pensar nela?
Quando eu amo alguém, isso é uma manifestação complexa da bagaça?
Dá para pirar, fááácil.
São poucos livros tão bons. Daqueles que se torce para não acabar.