20030131
20030130
E foi anunciado, por esses dias, o prejuízo da AOL em 2002: US$ 98,7 bilhões. (Para os desavisados, os americanos chamam de "billion" o que nós chamamos de "trilhão". Vai entender.)
Então o prejuízo foi, em dólares, mil vezes menor que o número de estrelas no Universo, o que é um número já absurdamente grande. Alguma coisa está errada aqui. Acho que o número de estrelas está subestimado…
Então o prejuízo foi, em dólares, mil vezes menor que o número de estrelas no Universo, o que é um número já absurdamente grande. Alguma coisa está errada aqui. Acho que o número de estrelas está subestimado…
Frase do Prêmio Nobel Richard Feynman:
There are 1011 stars in the galaxy. That used to be a huge number. But it's only a hundred billion. It's less than the national deficit! We used to call them astronomical numbers. Now we should call them economical numbers.
Relatividade, meu velho.
There are 1011 stars in the galaxy. That used to be a huge number. But it's only a hundred billion. It's less than the national deficit! We used to call them astronomical numbers. Now we should call them economical numbers.
Relatividade, meu velho.
20030129
E a namorada sai com essa, que gera um tango bacana:
t: Novo livro de auto-ajuda corporativa: "quem mexeu no meu cérebro?"
k: quem mexeu no meu livre-arbítrio?
k: quem mexeu na minha vontade?
t: quem pisou no meu queijo?
k: quem mexeu na minha dignidade?
k: quem pisou na minha bola?
t: quem pisou na minha língua?
t: quem pisou no meu sindicato?
t: quem pisou no meu salário?
k: quem mexeu no meu bolso?
t: quem mexeu no meu coração? (auto-ajuda-auto-ajuda-mesmo)
k: quem mexeu na minha neurose?
k: quem pisou no meu ego?
k: quem mexeu no meu id?
Alguém se arrisca?
t: Novo livro de auto-ajuda corporativa: "quem mexeu no meu cérebro?"
k: quem mexeu no meu livre-arbítrio?
k: quem mexeu na minha vontade?
t: quem pisou no meu queijo?
k: quem mexeu na minha dignidade?
k: quem pisou na minha bola?
t: quem pisou na minha língua?
t: quem pisou no meu sindicato?
t: quem pisou no meu salário?
k: quem mexeu no meu bolso?
t: quem mexeu no meu coração? (auto-ajuda-auto-ajuda-mesmo)
k: quem mexeu na minha neurose?
k: quem pisou no meu ego?
k: quem mexeu no meu id?
Alguém se arrisca?
Felicidade é quando você e sua namorada são capazes de dar nó num cabinho de cereja com a língua?
Pode não ser, mas é um bom começo.
Pode não ser, mas é um bom começo.
Tome isso, Audrey Horne
20030124
Deixei você hoje de manhã, você ia viajar.
Fiquei pensando em como — já no elevador—, menos de cinco minutos depois, a saudade já batia, ainda tímida, ainda sonolenta.
E como eu queria dizer o quanto eu gosto de você sem usar letras de música, sem usar poesias. E como é difícil dizer alguma coisa parecida com o que sinto sem dizer que um homem pode ir ao fundo do fundo do fundo, se for por você.
E é óbvio que eu não tenho talento nem tempo, agora, para bolar alguma coisa que chegue aos pés do que escreveram esses caras, mas posso tentar fazer você entender.
É que eu racionalizo por uns segundos para depois me render. E são tantos os perigos ao namorar você… Conversar e beijar: você me põe cambaio, me deixa tonto me fazendo acreditar que sou eu quem manda. Mas em beijos e conversas você me leva para onde quer.
E eu, mais que satisfeito, deixo-me levar.
E eu finjo que não sei que você tem a mim, e que faz sempre o que quer.
E quando você sorri com os olhos, eles são capazes de fazer a gente mudar de idéia, pensar a opinião, desacreditar na dor e mudar de religião.
E quando você é língua e é unhas e é pele, o mundo muda e ninguém mais pensa em religiões e cosmogonias e sequer me lembro que um fractal não tem dimensão e de quanto isso é importante para minha vida.
Aí resta dizer que na bagunça do teu coração meu sangue errou de veia e se perdeu.
E danem-se os astros, os autos os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos; se dane o evangelho e todos os orixás. E danem-se suas certezas e as minhas também, e tudo aquilo que a gente chama de verdade ou de certo ou de errado ou de mentira ou de "talvez". Eu amo você, é o tanto que posso dizer. E nós vamos embora.
Ah, mandei fazer um cartaz:
Serás o meu amor
Serás a minha paz
Fiquei pensando em como — já no elevador—, menos de cinco minutos depois, a saudade já batia, ainda tímida, ainda sonolenta.
E como eu queria dizer o quanto eu gosto de você sem usar letras de música, sem usar poesias. E como é difícil dizer alguma coisa parecida com o que sinto sem dizer que um homem pode ir ao fundo do fundo do fundo, se for por você.
E é óbvio que eu não tenho talento nem tempo, agora, para bolar alguma coisa que chegue aos pés do que escreveram esses caras, mas posso tentar fazer você entender.
É que eu racionalizo por uns segundos para depois me render. E são tantos os perigos ao namorar você… Conversar e beijar: você me põe cambaio, me deixa tonto me fazendo acreditar que sou eu quem manda. Mas em beijos e conversas você me leva para onde quer.
E eu, mais que satisfeito, deixo-me levar.
E eu finjo que não sei que você tem a mim, e que faz sempre o que quer.
E quando você sorri com os olhos, eles são capazes de fazer a gente mudar de idéia, pensar a opinião, desacreditar na dor e mudar de religião.
E quando você é língua e é unhas e é pele, o mundo muda e ninguém mais pensa em religiões e cosmogonias e sequer me lembro que um fractal não tem dimensão e de quanto isso é importante para minha vida.
Aí resta dizer que na bagunça do teu coração meu sangue errou de veia e se perdeu.
E danem-se os astros, os autos os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos; se dane o evangelho e todos os orixás. E danem-se suas certezas e as minhas também, e tudo aquilo que a gente chama de verdade ou de certo ou de errado ou de mentira ou de "talvez". Eu amo você, é o tanto que posso dizer. E nós vamos embora.
Ah, mandei fazer um cartaz:
Serás o meu amor
Serás a minha paz
Às vezes, só às vezes, eu queria ser burro. Porta mesmo.
Só muito de vez em quando, eu queria ser daqueles ogros machistas e insensíveis. Alheios a tudo que não lhes diz respeito, ou seja, a tudo que não lhes seja fonte de prazer raso.
Às vezes, ainda que raramente, eu podia ser diretor de banco, traficante de crack, padre. Podia ser mau, mau mesmo, frio E calculista. E pisar em pessoas, rindo risos de vilão, cofiando bigodes e alisando o bicho de estimação.
Esporadicamente me vem essa vontade de ser incapaz de amar.
Só muito de vez em quando, eu queria ser daqueles ogros machistas e insensíveis. Alheios a tudo que não lhes diz respeito, ou seja, a tudo que não lhes seja fonte de prazer raso.
Às vezes, ainda que raramente, eu podia ser diretor de banco, traficante de crack, padre. Podia ser mau, mau mesmo, frio E calculista. E pisar em pessoas, rindo risos de vilão, cofiando bigodes e alisando o bicho de estimação.
Esporadicamente me vem essa vontade de ser incapaz de amar.
20030123
20030117
20030116
20030115
20030113
Uma explicação, já que a devo. A do repente sofreu um atraso por falta de vergonha na cara e excesso de trabalho e compromissos.
Tem nada não. Ela vem pela semana.
Tem nada não. Ela vem pela semana.
20030110
20030109
Administração que mantém a equipe incomodada e pressionada é burra, equivocada e perigosa para o negócio. Na hora que o primeiro levantar e mandar enfiar o salário, a casa cai.
quando o salário é ridículo, o perigo é maior. Proporcionalmente.
Saiba que, sim, vai bem. Vai bem, bem o sabes, tão bem vai, até, que te assustas.
E pego o ônibus em Pinheiros a pensar o motivo que te faz temer tamanha possibilidade de, sim, estar tudo bem, estar tudo bom e, vê, melhorando.
Hesito em usar a palavra como se à menção do estado este voltasse a ser apenas ilusão. Mas essa *** toda te incomoda porque põe por terra certezas, saberes, valores, cosmogonias. Tento entender, debalde, já agora no Itaim, que era eu o sabotador e já não mais. Que o tal estado assusta quando deveria apaziguar, que mudei tanto, improvavelmente, e tens mais dificuldade que eu em negar-se e reconstruir-se.
Não me decepcionei, perceba, só vejo outras cores, vejo outras dores, vejo luzes e nuances. E vejo.
E sinto, sinto-me bem. Mas te incomodas e te sentes bem; por te sentires bem, não relaxas.
O ônibus abranda, é a Funchal. Cheguei à Vila Olímpia, mas não a uma conclusão.
E pego o ônibus em Pinheiros a pensar o motivo que te faz temer tamanha possibilidade de, sim, estar tudo bem, estar tudo bom e, vê, melhorando.
Hesito em usar a palavra como se à menção do estado este voltasse a ser apenas ilusão. Mas essa *** toda te incomoda porque põe por terra certezas, saberes, valores, cosmogonias. Tento entender, debalde, já agora no Itaim, que era eu o sabotador e já não mais. Que o tal estado assusta quando deveria apaziguar, que mudei tanto, improvavelmente, e tens mais dificuldade que eu em negar-se e reconstruir-se.
Não me decepcionei, perceba, só vejo outras cores, vejo outras dores, vejo luzes e nuances. E vejo.
E sinto, sinto-me bem. Mas te incomodas e te sentes bem; por te sentires bem, não relaxas.
O ônibus abranda, é a Funchal. Cheguei à Vila Olímpia, mas não a uma conclusão.
Parafraseando – só o que tenho paciência e tempo de fazer – Pessoa:
…e do alto da majestade de todos os sonhos, gerente de produção na cidade de São Paulo.
…e do alto da majestade de todos os sonhos, gerente de produção na cidade de São Paulo.
20030108
Foi interessantissima a segunda-feira. A noite de segunda. Foi algo.
O almoço de terça me deixou cambaio. A noite de terça foi maravilhosa.
É possível enjoar disso? I do not think so.
O almoço de terça me deixou cambaio. A noite de terça foi maravilhosa.
É possível enjoar disso? I do not think so.
20030106
Trabalhar com gente desanimada dá desânimo. Segunda de bode forte, dor nas costas e café estranho.
Mas rolou peru com molho de damasco/amora/pimentão e naan no fimde, duas coisas que eu ainda não havia feito.
Cozinhando, tocando sax e transando. Fimde da hora, mano.
Mas rolou peru com molho de damasco/amora/pimentão e naan no fimde, duas coisas que eu ainda não havia feito.
Cozinhando, tocando sax e transando. Fimde da hora, mano.
